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Postado em 30 de Novembro de 2016 às 11h31

A hora das tecnologias verdes

Dicas (1)

As tecnologias verdes estão ganhando importância como alavanca de crescimento da economia global. Elas já movimentam um mercado de € 200 bilhões em todo o mundo. Entre os anos de 2008 e 2011, esse mercado avançou a uma taxa anual de 10%. Para efeito de comparação, no mesmo período a economia global cresceu abaixo de 3% ao ano. Enquanto isso, no Brasil, as tecnologias de produção mais eficientes e de menor impacto ambiental representam 0,8% do PIB e movimentam € 8 bilhões por ano. Impulsionado pelo setor de biocombustíveis e energia renováveis, o Brasil é o 4º país no ranking de vendas de tecnologias verdes em relação ao PIB. Na Dinamarca, país que lidera o ranking, o mercado “verde” já representa 3,1% do PIB, segundo estudo da WWF em parceria com a consultoria Roland Berger.Apesar de estar bem posicionado, o Brasil apresenta crescimento muito inferior em relação ao mercado global e ao seu potencial. Enquanto na China, nos Estados Unidos e na Alemanha o mercado de tecnologias verdes cresce mais de € 16 bilhões ao ano desde 2008, o mercado brasileiro cresce na casa dos € 500 milhões. A situação se repete quando analisamos o crescimento relativo. China e Alemanha tiveram um incremento das vendas de tecnologias verdes em relação ao PIB de 1,2 e 0,3 ponto percentual, respectivamente, entre 2008 e 2011. Em contrapartida, o Brasil não apresentou crescimento e, na verdade, registrou uma leve desaceleração.

Se o país conta com uma série de vantagens comparativas, como um diversificado potencial bioenergético, ventos e radiação solar abundante, o que justifica a reduzida representatividade do Brasil nessa área? Muitos empresários alegam que a inexistência de um arcabouço institucional e regulatório, a baixa competitividade das tecnologias verdes em relação às tradicionais e a dificuldade de acesso a financiamento explicam esse quadro.

Tais entraves, porém, não são obstáculos intransponíveis. O país já apresenta um arcabouço institucional e contexto de mercado favorável para as tecnologias verdes, em maior ou menor grau, dependendo da indústria em questão. A Política Nacional de Resíduos Sólidos demanda a estruturação de uma cadeia produtiva; a micro-geração distribuída por consumidores de energia a partir das fontes solar e eólica já foi regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica; e o cenário de oferta restrita de energia e água são incentivos inequívocos para projetos de eco-eficiência nas indústrias.

Outro exemplo marcante vem da área de transporte. Montadoras justificam que a baixa penetração de veículos elétricos no país é fruto da carga tributária que incide sobre esses veículos, o que faz com que o valor aqui no Brasil seja o dobro do valor do bem no porto de origem. Outro argumento é a existência de uma indústria nacional de biocombustíveis como o etanol. Entretanto, a existência de uma matriz elétrica limpa, programas como o Inovar Auto e o interesse e capital para inovação das “utilities” de energia formam um ambiente de negócios atrativo para a inovação. Somam-se os ganhos econômicos do lado do consumidor e do país. Com eficiência energética cinco vezes maior que os veículos convencionais, o consumidor economiza na hora de encher o tanque. 

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